sábado, 1 de dezembro de 2012

"Nossa, o seu português está muito bom!"

Gringos sempre felizes
A vida social no Rio de Janeiro se tornou um curso de idiomas à céu aberto. Quem quer aprender alguma língua? Vá para a Lapa numa sexta à noite, ou num pôr-do-sol no Arpoador, e nem se fala no Corcovado; eles estarão lá, os estrangeiros. Por nós, afetivamente, chamados de gringos. Muitos turistas, passeiam pelos pontos turísticos e, apesar do brasileiro ser uma mistura de todas as raças do mundo, é fácil identificar um gringo. Logo é possível perceber uma pessoa admirando as belezas que, para nós, já soa natural. Mas o orgulho de morar na cidade onde o mundo passa suas férias é grande.

Alguns gringos estão chegando para morar. Seja pela qualidade de vida ou oportunidade de negócios (quando não os dois), muitos travam na barreira da nossa língua. Não é fácil falar português nem para a gente. Praticamente todos os estrangeiros falam inglês independente da terra nativa de onde vieram, e aos poucos os brasileiros também estão aprimorando a língua inglesa com mais fluência. Os que aqui decidem viver começam a aprender português, e aí nasce a mágica de ser brasileiro.

Não importa o quão ruim está o português de um gringo, nós reconhecemos o esforço dele. E por mais que muitas vezes não seja verdade, a nossa generosidade tupiniquim diz, com um toque de incentivo: "nossa, o seu português está muito bom!". Prática essa não muito usual em outros países, os quais tratam as suas línguas como uma disputa de soberania nacional digna de intervenções das Nações Unidas.

Eu, muitas vezes, fiz esse ato singelo de reconhecimento muitas vezes, sempre sinceros. E quando eu converso em inglês com algum gringo morando ou passeando no Rio, vejo que igualmente ele replica o elogio, principalmente quando dou ênfase ao fato de ter aprendido a língua inglesa jogando videogames. E é por essas e outras que eu acredito que, um dia, o Brasil será o primeiro país do mundo a exportar felicidade.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Showbiz

para Helena Legunes

Quinze minutos de holofotes
iluminam, mas entortam a Visão.

Prefiro a sombra,
onde a brisa do vento é fresca,
o sol não queima,
e o tempo tem preguiça.

Quinze minutos é muito pouco
para quem eterniza.


domingo, 12 de agosto de 2012

Amém

Eu me conecto
com o sagrado
pela palavra.

Minha religião
é desorganizada.