Amor é centelha da liberdade,
a porta aberta ou destrancada.
As sem-razões do amor
estão contidas em si mesmo
naquele momento antecessor
ao abraço apertado
ao rosto colado
e que nos move
ao beijo inesperado:
aí está o amor.
E o amor já se foi.
Ele é assim, quando o achamos
ele se vai, com um porém:
ele nunca mais vai voltar.
Nunca mais vai voltar
da mesma forma que veio
pois aí nasce mais uma sem-razão:
ele nunca é o mesmo.
e nem tem que ser
pois o amor tem seu tempo.
Tempo de se amadurecer
naquele pequeno limite
entre o absurdo e o maravilhoso
entre o querer mais e ter de se despedir
entre a saudade e a negação
entre a vontade e a razão
aí está o amor,
entre as contradições que nos movem.
A rosa, hoje bela, imponente, maravilhosa
morre na manhã seguinte
mas os seus frutos
levados por outro lindo beija-flor
fazem crescer, com o tempo
um exuberante jardim de flores
igualmente maravilhosas:
assim é o amor.
E olha a gente novamente
descobrindo o que é o amor.
Ele se foi de novo, pois o amor
é envergonhado, tímido.
Ele vem, nos enche de maravilhosa
graça, e de graça, só cobra atenção.
Pois o amor é do tempo presente
não está no pensamento
nem ontem, nem amanhã.
Aqui está o amor, nessas palavras,
e ele já se foi, novamente.
Esse tal de amor faz cada uma com a gente... Cara, super poesia!!!!!! Eu gostei muito!
ResponderExcluirLindo, Dorly ... E o amor é exatamente isso ... Ele vai qdo deixamos de amar alguém ...Nos deixa tristes, descrentes...E qdo menos esperamos está ele de volta novinho em folha, alegre ,nos colocando com o coração acelerado ...É o amor...
ResponderExcluirmenino, passou tão rápido que eu nem ví... :B
ResponderExcluirOlha bem para as marcas que ele deixa. Ali, talvez esteja a fonte.
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