segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Fome alheia

Tolamente agia com braços fracos e atos falhos,
mas persistia.
Pensava que algo viria em breve,
seria a salvação daquilo que nada havia de pronto.

A poesia dos poetas que sofrem é mais doce;
coisa de quem leva a Dor no nome.

Em lugar de todo o pensamento, haviam duas maneiras
de ressurgir, ávido e doloroso, como quem nunca chora
em público.

Secretamente tornou-se moça,
chamando de nu tudo aquilo que estava nu,
amando o pranto de tudo que se tornou segredo.

Estendo-lhe o pão, como quem tem urgência de fome alheia.

A qualidade dos acontecimentos sorri, com o fim alcançado,
achando-se inferior àquela certeza formada dentro de si.
O que há no céu, além de nenhuma ajuda?

Mesmo adormecido, há perigo no entorno.

Ele não tinha história; minha história. Sabia magnificar sentidos.
E se alguma noite viesse, sabia contar, mesmo que ninguém entendesse.
Respirava apenas uma certeza:

acima da liberdade, as imagens de uma criação denunciada
de quem não pode modificar o que se vê nos espelhos.

Um comentário:

  1. Tem sonho de transformar o mundo com aquilo que mais ama e sabe fazer? Aliar trabalho com paixão e impacto social?
    Se a questão acima lhe mostrou interesse visitenos... http://www.hubrio.com Gostou? Visite o evento mais esperado... http://www.hubrio.com/hub-esco​la
    Continuou gostando? Ajude-nos... http://www.benfeitoria.com/hub​escola
    Quer ajudar ainda mais? Divulgue esta menssagem!

    ResponderExcluir