domingo, 28 de novembro de 2010

Lembrança e perfumes de criança

Na verdade
um problema
dilema começa assim:
até tarde, esperando
você chegar
fazendo alarde
cogitando
nunca mais
voltar.

Pior pensar:
memória
máquina de
tortura
que atura
e tritura
lembranças.

Ingenuidade
aceitei carinhos
esperei beijinhos
palavrinhas bonitinhas
viraram facas
dois gumes
corta como
lembrança
dos perfumes
de criança.

4 comentários:

  1. Gostei desse poema, Dorly.
    Boas metáforas!

    Parabéns, rapaz!

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  2. Adorei Dorly ... Cheio se significados e metáforas...Bjs

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  3. Muito bom, Dorly, gostei do estilo, ficou bem interessante o descortinar do texto.
    Abraço

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  4. Gostei muito, apesar de ser muito triste!

    =*

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