quarta-feira, 2 de março de 2011

Poetas de alumbramentos

Descobri um poeta de alumbramentos,
e ele mora além dos meus olhos.
Me descobri quando descobri que a verdade,
sim, a verdade,
não pode ser alcançada com a visão;
não apenas com a visão,
pois é preciso cheirar com os olhos,
beber com os olhos,
respirar com os olhos;
amar com os olhos.

Amar...

Conheci o amor logo depois que conheci a morte.
Morte e amor são dois amigos
da mesma essência e natureza
mas que brincam de pique-esconde.
Quem os encontra, os dois,
vence a brincadeira.

A morte me mostrou que tenho a idade do mundo,
e que não tenho 20 anos apenas.
Um desses poetas alumbrados me ensinou que o homem que conta a própria é porque não tem mais o que contar.

O alumbramento da vida me diz que eu sou o mundo,
que o mundo é o que eu sou
e minha idade é composta de tudo aquilo que meus olhos respiram
e amam.

Meus olhos amam aquela menina,
pois ela tem olhos de poeta alumbrado...
quase consigo sentir a respiração daqueles olhos...
Aqueles olhos também amam?
Não sei,
só sei que eu os amo mais que a vida,
que a morte,
que o mundo
e que meus próprios olhos.

Um comentário:

  1. A poesia é a manifestação que tem como alma o sentimento, a mais profunda interpretação que o poeta pode ter do mundo que o cerca, passado, presente, futuro... das belas artes o ápice. Convido a ler uma poesia de minha autoria, escrita em 05/03/2011 e publicada em meu blog: http://valdecyalves.blogspot.com/2011/03/canto-vida-peregrina.html

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